
O Fluminense ganhou destaque recente pelo seu estilo de jogo marcante, muitas vezes associado ao trabalho de Fernando Diniz. Com uma proposta baseada em posse de bola, aproximação entre os jogadores e construção desde a defesa, o time carioca passou a ser visto como um dos que praticam o futebol mais “diferente” e esteticamente agradável do Brasil.
Esse modelo, no entanto, também gera riscos. A insistência em sair jogando sob pressão e a alta exposição defensiva fazem com que o time, em alguns momentos, pareça vulnerável especialmente contra adversários mais intensos ou organizados.
Estilo refinado ou elogio exagerado?
No meu ver, o Fluminense joga bonito mas às vezes é superestimado. O time realmente apresenta um estilo de jogo acima da média no Brasil em termos de identidade e proposta. Há uma ideia clara em campo, algo que nem todos os clubes conseguem manter. Quando funciona, é envolvente e eficiente. Por outro lado, existe uma certa romantização.
Nem sempre jogar bonito significa jogar melhor ou ser mais competitivo. Em jogos onde o sistema é pressionado ou neutralizado, o Fluminense pode sofrer bastante e isso expõe limitações que são, muitas vezes, ignoradas pelo discurso mais elogioso.
Repórter\ Ian Malta





