Rico Lewis pode redefinir a posição de lateral no futebol moderno?

foto: mancity.com

A ascensão de Rico Lewis representa uma das mudanças mais interessantes na forma como a posição de lateral vem sendo interpretada no futebol moderno. Formado no Manchester City, o inglês ganhou espaço em um sistema no qual o lateral não precisa permanecer preso à linha lateral durante toda a partida. Em vez disso, Lewis pode atuar por dentro, aproximando-se dos meio-campistas e ajudando a equipe a controlar a posse de bola, além de também participar da construção ofensiva e das ações defensivas. Sua inteligência para ocupar espaços, capacidade de receber sob pressão e qualidade técnica permitem que ele desempenhe diferentes funções dentro da mesma partida.

Essa versatilidade faz com que Lewis seja mais do que um lateral tradicional, funcionando em determinados momentos praticamente como um meio-campista adicional. Em um futebol cada vez mais baseado em jogadores capazes de interpretar diferentes posições e criar superioridade numérica, o estilo de Lewis representa exatamente essa transformação.

O lateral do futuro será cada vez mais versátil?

No meu ver Rico Lewis tem potencial para se tornar um dos exemplos mais importantes dessa nova geração de laterais, mas ainda é cedo para dizer que ele vai redefinir sozinho a posição. O futebol já possui outros jogadores que contribuíram para essa transformação, especialmente laterais que passam a atuar por dentro durante a construção das jogadas. O diferencial de Lewis está na naturalidade com que executa essa função.

Ele parece confortável tanto aberto pelo lado quanto ocupando espaços centrais, o que oferece ao treinador uma quantidade enorme de possibilidades táticas. Para realmente marcar uma era, porém, precisará manter regularidade, evoluir fisicamente e demonstrar que consegue desempenhar essas funções contra os melhores adversários do mundo durante várias temporadas.

Ainda assim, acredito que seu estilo representa uma tendência clara do futebol moderno: o lateral do futuro será cada vez menos definido pela posição em que começa a partida e cada vez mais pela capacidade de interpretar os espaços. Se Lewis continuar evoluindo, poderá se tornar um dos principais símbolos dessa transformação.

Repórter\ Ian Malta

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