
Os moradores de um condomínio residencial em Feira de Santana, no interior da Bahia, concluem nesta sexta-feira (24) a votação que irá definir a permanência ou a expulsão de um morador investigado por importunação sexual. A consulta também decidirá se o condomínio ingressará com medidas judiciais contra o suspeito.
O caso ganhou ampla repercussão após uma moradora registrar, por meio da câmera do próprio celular, imagens que mostram um homem praticando atos obscenos enquanto a observava durante um treino na academia do residencial. O episódio ocorreu no último domingo (19).
O investigado, identificado como Pedro Henrique Sales, de 21 anos, estudante de Educação Física, é considerado foragido. Contra ele foi expedido um mandado de prisão preventiva pela Justiça da Bahia. O inquérito é conduzido pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e tramita sob segredo de Justiça.
A votação dos condôminos acontece de forma remota, por meio de um aplicativo, e teve início na quinta-feira (23). O prazo para participação dos moradores se encerra no fim da manhã desta sexta. Além de deliberar sobre a exclusão do morador do condomínio, os participantes também analisam a abertura de um processo administrativo e judicial relacionado ao caso.
Em nota oficial, a administração do condomínio informou que todas as medidas administrativas serão adotadas conforme a decisão da assembleia virtual, ressaltando que o processo está sendo conduzido de forma democrática e respeitando o direito de manifestação dos moradores.
Como o caso veio à tona
De acordo com o relato da vítima, ela posicionou o celular na academia para gravar seu treino, prática que costuma realizar para produção de conteúdo nas redes sociais. Posteriormente, ao revisar as imagens, percebeu que o homem aparecia ao fundo realizando atos obscenos enquanto a observava.
Ao identificar a situação, a moradora interrompeu imediatamente o exercício, deixou o local e acionou a Polícia Militar.
Segundo seu depoimento, após perceber que poderia ter sido filmado, o investigado deixou o condomínio antes da chegada da polícia. Desde então, a vítima afirma ter alterado sua rotina por medo de reencontrá-lo e relata sentir insegurança para utilizar os espaços comuns do residencial.
Nota do condomínio
Em comunicado, a administração destacou que a decisão sobre as medidas internas cabe exclusivamente aos condôminos e pediu respeito à privacidade dos moradores durante o processo de votação.
O condomínio informou ainda que, após a conclusão e homologação do resultado, adotará as providências administrativas cabíveis conforme a vontade da maioria. Ressaltou, por fim, que as eventuais responsabilidades nas esferas cível e criminal estão sendo apuradas pelos órgãos competentes, responsáveis pela investigação e pelos desdobramentos legais do caso.





