Família denuncia troca de corpos após morte de idosa em hospital no interior da Bahia

Foto: Divulgação/Ascom-HGCA

A família de uma idosa de 79 anos denunciou uma troca de corpos após a morte dela no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. Segundo os familiares, o corpo de Dália Ventim Costa foi entregue por engano a outra família e seria levado para outro estado. O caso aconteceu nesta segunda-feira (13).

De acordo com os filhos da idosa, Dália sofreu um infarto, foi internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Mangabeira no dia 26 de maio e depois foi transferida para o HGCA. Ela morreu por volta das 23h30 de domingo (12).

Após serem informados sobre o falecimento, os familiares foram ao hospital para realizar os procedimentos de liberação do corpo. No entanto, segundo a família, a equipe informou que a retirada só poderia ser feita às 5h.

Ao retornarem no horário indicado, os parentes foram surpreendidos com a informação de que o corpo não estava mais no hospital. Eles foram informados de que o corpo havia sido encaminhado para outra cidade. A suspeita é de que tenha ocorrido uma troca durante a liberação dos corpos, envolvendo outra paciente, cuja família seria de Aracaju (SE).

Ainda segundo a família, o hospital entrou em contato para informar que o corpo estava sendo localizado e seria levado de volta para Feira de Santana.

O corpo chegou de volta ao Hospital Geral Clériston Andrade pouco depois das 12h desta segunda-feira. O sepultamento de Dália Ventim Costa foi realizado à tarde, no Cemitério São Jorge, em Feira de Santana. Ela deixa cinco filhos.

O que diz o hospital

Em nota, o Hospital Geral Clériston Andrade lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade às famílias envolvidas.

A unidade informou que o corpo da paciente foi localizado e trazido de volta para Feira de Santana para que a família pudesse realizar o velório e o sepultamento.

O hospital também afirmou que instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias da troca, identificar possíveis falhas no processo de liberação de corpos e adotar as medidas administrativas cabíveis.

Segundo a direção da unidade, desde que tomou conhecimento do caso, equipes do hospital prestam acolhimento às famílias e acompanham as providências necessárias para que os sepultamentos sejam realizados “com respeito, dignidade e o menor impacto adicional possível”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

um + doze =