
O ex-vereador de Santo Antônio de Jesus, Edivan de Jesus Santos, conhecido popularmente como Mourão, foi colocado em liberdade nesta terça-feira (9), após decisão da Justiça. A informação foi confirmada nas primeiras horas da manhã e movimentou os bastidores políticos e jurídicos do Recôncavo Baiano
Até o fechamento desta reportagem, os detalhes da decisão judicial que autorizou sua soltura ainda não haviam sido divulgados oficialmente. A defesa e os órgãos responsáveis pelo caso também não haviam se pronunciado sobre as condições impostas para a liberdade do ex-parlamentar
Mourão estava preso há vários meses e era alvo de investigações relacionadas a um caso de grande repercussão ocorrido em 2025. O ex-vereador foi detido em março daquele ano após ser localizado na Ilha de Boipeba, no município de Cairu, depois de permanecer cerca de 19 dias foragido da Justiça.
As investigações apontam que ele teria se envolvido em um episódio de violência contra sua então companheira, situação que resultou na abertura de processo criminal e gerou forte repercussão em Santo Antônio de Jesus e em diversas regiões da Bahia. Conforme relatos constantes nos autos, a vítima denunciou agressões ocorridas durante uma discussão registrada no final de fevereiro de 2025.
Após a decretação de sua prisão, Mourão foi considerado foragido até ser localizado pelas forças de segurança e transferido para Santo Antônio de Jesus, onde permaneceu custodiado à disposição da Justiça.
O caso ganhou novos capítulos meses depois. Segundo informações das autoridades, o ex-vereador voltou a ser preso em outra ocorrência envolvendo a mesma vítima. Na ocasião, durante uma discussão, ele teria sido flagrado portando uma arma de fogo, fato que agravou sua situação perante a Justiça e intensificou o acompanhamento do caso pelo Ministério Público.
A libertação desta terça-feira não representa o encerramento das investigações nem dos processos judiciais em andamento. Os desdobramentos do caso continuam sendo acompanhados pelas autoridades competentes, e novas decisões poderão ocorrer à medida que o processo avance.
A soltura de Mourão volta a colocar o caso em evidência e reacende o debate sobre violência contra a mulher, medidas protetivas e a responsabilização de agentes públicos envolvidos em denúncias de grande repercussão social.





