
A indústria cinematográfica vive um domínio claro de franquias, sequências e universos compartilhados. Grandes estúdios priorizam marcas já consolidadas por oferecerem menor risco financeiro e maior previsibilidade de público. Como resultado, produções originais enfrentam mais dificuldades para obter espaço, orçamento e divulgação.
Esse modelo fortaleceu estúdios como Marvel Studios, Lucasfilm e Warner Bros, que sustentam boa parte de seus lançamentos em franquias de longo prazo. Ao mesmo tempo, o cinema autoral e projetos independentes acabam concentrados em festivais ou plataformas de streaming, longe do grande circuito comercial.
Não é irreversível, entretanto é muito difícil de romper
Na minha opinião, a dependência de franquias não é totalmente irreversível, mas o caminho para mudar é estreito. Acredito que enquanto o risco financeiro falar mais alto que a inovação, as franquias seguirão dominando.
Para mim, a saída passa por equilibrar segurança comercial com espaço real para novas ideias. Além de que para sair deste padrão é necessário de diretores de de auto nível, que, possam administrar um bom elenco e um bom roteiro para um filme só.
Repórter\ Ian Malta





