Pai de santo e esposa são indiciados por mortes de bebê, criança e jovem

 Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do Sul

Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu a investigação sobre as mortes de um bebê, da mãe da criança e de um adolescente em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O inquérito policial foi remetido ao Ministério Público nesta sexta-feira (8). O pai de santo Jocemar Antunes de Almeida e a esposa dele, Belisia de Fátima da Silva, estão presos preventivamente e foram indiciados.

As vítimas do crime são Kauany Martins Kosmalski, de 18 anos, Ariel Silva da Rosa, de 16 anos, e Miguel Martins Kosmalski, de 2 meses, filho de Kauany.

Jocemar foi indiciado por violação sexual mediante fraude, feminicídio triplamente majorado de Kauany, homicídio quadruplamente qualificado de Ariel, homicídio quadruplamente qualificado de Miguel, ocultação de cadáver e corrupção de menores.

Belisia foi indiciada pelos mesmos crimes, menos por violação sexual mediante fraude.

A investigação da Polícia Civil confirmou que o pai de santo mantinha uma relação extraconjugal com Kauany desde que a jovem era menor de idade.

Além disso, ele teria tentado matar Kauany anteriormente, cerca de um mês antes do crime. Em uma troca de mensagens com Belisia, pelo celular, o homem diz: “Não tive coragem. Desculpa, amor, eu falhei”.

Conforme a polícia, Jocemar confessou ser pai do bebê morto.

Em relação ao crime de corrupção de menores, a delegada Marcela Smolenaars, responsável pela investigação, apontou que Jocemar se valia da condição de líder religioso também para praticar o crime.

Dois adolescentes, de 15 e 17 anos, que participaram do crime, devem responder por atos infracionais análogos ao feminicídio, dois homicídios e ocultação de cadáver.

Relembre o caso

O triplo assassinato ocorreu em 20 de julho, em Esteio (RS). Kauany Martins Kosmalski, de 18 anos, e Ariel Silva da Rosa, de 16 anos, foram mortos a facadas, “com violência extrema”. Kauany teria levado cerca e 52 facadas, segundo perícia.

Miguel Martins Kosmalski, de 2 meses, filho de Kauany, faleceu em decorrência de traumatismo craniano.

Os corpos das vítimas foram encontrados três dias depois, dentro de uma cova, em uma região de matagal da cidade.

O pai de santo Jocemar Antunes de Almeida, de 45 anos, e a esposa dele, Belisia de Fátima da Silva, confessaram o crime à polícia. Além deles, dois adolescentes de 15 e 17 anos também teriam participado dos assassinatos e estão sob custódia.

A investigação apontou que Jocemar seria o pai do bebê assassinado e teria cometido o crime por medo de perder a posição de líder religioso, caso a traição de tornasse pública. Já Belisia teria participado do crime por ciúmes.

Ariel, também morto, seria amigo de Kauany e dos suspeitos, além de frequentador da casa do pai de santo.

“O motivo para a barbárie envolve o bebê, filho indesejado do pai de santo com a jovem quando ela ainda era menor de idade, e também o ciúmes da esposa e o medo de perder o posto de pai de santo em razão do envolvimento com a fiel”, diz a delegada Marcela Smolenaars, responsável pela investigação.

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