Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia

 Foto: Agência Alba

O deputado estadual Kleber Cristian Escolano, mais conhecido como “Binho Galinha”, do partido Avante, foi condenado a mais de 36 anos de prisão, nesta quinta-feira (9).

A decisão leva em conta crimes ligados ao Estatuto do Desarmamento, incluindo posse ilegal de armas, posse de arma com numeração ou sinal identificador adulterado e fornecimento ou permissão de acesso de arma de fogo a adolescente.

Além do deputado, outras quatro pessoas foram condenadas, incluindo a esposa dele, identificada como Mayana Cerqueira da Silva. Eles podem recorrer, mas o deputado não terá direito a aguardar em liberdade. 

Um 5º investigado, identificado como Kleber Herculano de Jesus, conhecido como “Charutinho”, teve a punibilidade extinta pela Justiça por já ter morrido. A data da morte, no entanto, não foi divulgada.

Penas fixadas no caso Binho Galinha

RéuPena
Kléber Cristian Escolano de Almeida26 anos e 3 meses de reclusão + 10 anos e 6 meses de detenção + multas, em regime inicial fechado
Mayana Cerqueira da Silva3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto
Thierre Figueredo Silva6 anos e 9 meses de reclusão + 1 ano de detenção
Jackson Macedo Araújo Júnior6 anos e 9 meses de reclusão
Roque de Jesus Carvalho3 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão + 1 ano de detenção
Kleber Herculano de JesusPunibilidade extinta em razão da morte
Fonte: Justiça da Bahia

A condenação está relacionada à “Operação El Patrón”, que também investiga o envolvimento do baiano com organização criminosa, lavagem de dinheiro e jogos de azar. Ações que apuram esses crimes estão em andamento.

O deputado está preso desde outubro do ano passado. Apesar disso, o Binho segue no quadro da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Por isso, além da condenação, a juíza Márcia Simões Costa, responsável pelo julgamento, também oficializou o órgão sobre a decisão, para “adoção de medidas cabíveis”.

Em nota, o advogado Gamil Foppel, que faz a defesa de “Binho Galinha”, afirmou que o cliente é inocente e reforçou que o resultado do julgamento tem uma pena “desproporcional e dissociada” da realidade dos autos.

Disse ainda que confia nas instituições e na Justiça, e acredita que a inocência do parlamentar será reconhecida, pelas instâncias superiores. 

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