
A Copa do Mundo de 2026 vem gerando uma discussão interessante entre torcedores e analistas: o número de empates e resultados inesperados seria uma prova de que a diferença entre as seleções está diminuindo? Há alguns anos, era comum imaginar que as grandes potências venceriam a maioria dos jogos da fase de grupos com relativa tranquilidade.
Hoje, essa sensação parece cada vez menos presente. Seleções consideradas médias ou emergentes chegam mais organizadas, com atletas atuando nos principais campeonatos europeus e propostas táticas cada vez mais sofisticadas. Por isso, quando favoritos deixam pontos pelo caminho, a surpresa já não é tão grande quanto seria em Copas passadas.
O que mudou?
Um dos fatores mais importantes é a globalização do futebol. Jogadores de países que antes tinham pouca tradição internacional agora atuam em clubes de elite e enfrentam semanalmente os melhores atletas do mundo. Isso reduz a diferença técnica e principalmente a diferença de experiência. Além disso, muitas seleções menores passaram a investir fortemente em organização defensiva e transições rápidas.
Em torneios curtos como a Copa do Mundo, uma equipe bem estruturada pode equilibrar partidas mesmo contra adversários com mais talento individual. Outro detalhe é que as grandes seleções também enfrentam mais pressão do que nunca. Qualquer tropeço vira manchete mundial, e isso muitas vezes torna as equipes mais cautelosas durante os jogos.
Equilíbrio ou falta de brilho dos favoritos?
Esse é o principal debate. Uma parte das pessoas acredita que os empates são resultado direto da evolução das seleções consideradas menores. Outra entende que alguns favoritos não estão conseguindo apresentar o futebol esperado e acabam tornando os jogos mais equilibrados do que deveriam.
Repórter\ Ian Malta





