
Falar sobre o crescimento do trap brasileiro nos últimos anos inevitavelmente leva ao nome de Matuê. O artista cearense deixou de ser apenas um rapper promissor para se transformar em um dos principais símbolos da expansão nacional do gênero. Com estética própria, visão de mercado e enorme impacto cultural entre os jovens, ele ajudou a transformar o trap em algo muito maior dentro da música brasileira.
O mais interessante é que a influência de Matuê vai além dos números. Claro que streams, shows e alcance nas redes impressionam, mas seu impacto parece muito ligado à forma como ajudou a consolidar uma identidade visual e sonora para o trap nacional. A maneira de construir hype, trabalhar estética futurista e misturar sonoridades diferentes acabou influenciando diversos artistas que vieram depois.
Além disso, a criação da ” 30PRAUM ” fortaleceu ainda mais essa sensação de movimento cultural ao redor dele. O selo virou praticamente uma referência de nova geração dentro do rap e trap brasileiro.
Maior influência ou principal símbolo da geração?
Na minha visão, Matuê já está muito próximo de ser tratado como o artista mais influente da história recente do trap brasileiro talvez até já seja para grande parte do público jovem. Principalmente porque ele não influenciou apenas músicas, mas também estética, marketing e comportamento cultural dentro do gênero. Outro ponto importante é o timing. Matuê apareceu justamente em um momento em que o trap brasileiro buscava identidade própria, deixando de parecer apenas uma adaptação direta do trap norte-americano.
Ele ajudou o gênero a ganhar personalidade mais brasileira sem perder conexão global. Observando de ontro ponto de vista, o debate ainda existe porque o trap nacional cresceu através de vários artistas importantes. Nomes como Djonga, Filipe Ret, Teto e Veigh também tiveram impactos enormes em diferentes momentos e estilos dentro da cena.
Repórter\ Ian Malta





