
A chegada de Lionel Messi aos Estados Unidos marcou um dos movimentos mais impactantes da história recente do futebol. Sua ida para a MLS elevou o interesse global pela liga, aumentou audiências, lotou estádios e transformou jogos comuns em eventos midiáticos. O Inter Miami passou a ser acompanhado como nunca, camisas se esgotaram e a presença do argentino virou atração central, muitas vezes maior que o próprio campeonato.
Dentro de campo, Messi segue entregando qualidade, gols e protagonismo, mas fora dele, sua imagem passou a ser usada como motor de entretenimento, marketing e expansão comercial do futebol norte-americano.
Entre o jogo e o show
Na minha visão, o que Messi representa hoje nos EUA vai além do futebol. Ainda existe futebol e do mais alto nível quando ele toca na bola, mas o contexto em que isso acontece é claramente de espetáculo. A MLS vende Messi como produto global, como experiência, como show semanal.
Não é uma crítica direta ao jogador, mas ao ambiente que o cerca: transmissões cinematográficas, narrativas prontas e uma dependência quase total da sua figura. Messi não deixou de ser futebol, mas nos Estados Unidos ele virou, acima de tudo, o centro de um espetáculo que usa o jogo como palco.
Repórter\ Ian Malta





