
Max Verstappen vive um período de domínio raro na história da Fórmula 1. Sua combinação de talento, agressividade controlada e consistência, aliada a um carro tecnicamente superior, criou um cenário em que as corridas muitas vezes parecem decididas antes mesmo da largada.
O holandês não apenas vence com frequência, mas o faz com autoridade, impondo ritmo e reduzindo a margem de reação dos adversários. Esse domínio reacendeu debates sobre previsibilidade e competitividade na categoria. Ao mesmo tempo, a Fórmula 1 sempre foi marcada por eras de alternâncias entre os melhores .
A diferença no caso de Verstappen está na continuidade e na aparente ausência de ameaças reais no curto prazo, o que levanta questionamentos sobre o impacto desse cenário no interesse do público e na saúde esportiva da F1.
Domínio legítimo, mas que cobra um preço
Na minha opinião, Max Verstappen está dominando demais a Fórmula 1 e isso não é culpa dele. O problema não é o piloto, mas o contexto que permite uma superioridade tão prolongada. Verstappen faz exatamente o que se espera de um grande campeão: aproveita cada vantagem e transforma talento em resultados.
No entanto, quando a disputa deixa de existir, o espetáculo sofre. O desafio da Fórmula 1 não é frear Verstappen, e sim criar condições para que alguém possa, de fato, enfrentá-lo.
Repórter\ Ian Malta





