
O Bayern de Munique sempre foi associado a um estilo claro: domínio interno, imposição física, intensidade e uma mentalidade vencedora quase automática. Durante décadas, o clube construiu sua identidade baseada em estabilidade institucional e continuidade esportiva, mesmo passando por diferentes gerações
Nos últimos anos, porém, a rotatividade de treinadores, mudanças frequentes de perfil tático e decisões de mercado menos coerentes levantaram dúvidas sobre a manutenção dessa essência. Embora os títulos nacionais ainda apareçam, a sensação de hegemonia incontestável já não é tão evidente.
Mais confusão do que ruptura
Na minha opinião, o Bayern não perdeu completamente sua identidade, mas vive um momento de confusão sobre como expressá-la. O DNA vencedor ainda existe, porém falta clareza de projeto para sustentá-lo no cenário europeu atual. Quando o clube oscila entre modelos e ideias sem dar tempo para consolidação, a identidade se dilui.
Bayern segue grande, mas precisa decidir quem quer ser para continuar dominante.
Repórter\ Ian Malta





