The Weeknd: personagem ou verdade artística?

Foto: Taylor Hill

The Weeknd construiu uma identidade musical fortemente marcada por estética, narrativa e atmosfera. Desde o início da carreira, sua obra é permeada por temas como solidão, excessos, relacionamentos tóxicos e o lado obscuro da fama.

A criação de personas, visuais bem definidos e conceitos contínuos ao longo dos álbuns ajudou a consolidar uma marca artística reconhecível e coerente.

Essa construção levanta o questionamento sobre até que ponto o que se vê é uma representação fiel de vivências pessoais ou um personagem cuidadosamente elaborado para sustentar sua narrativa artística.

O personagem como extensão da verdade

Na minha opinião, The Weeknd é um caso em que o personagem não anula a verdade artística ele potencializa. A persona funciona como um filtro criativo, não como uma máscara vazia.

Mesmo quando exagera ou estiliza experiências, há uma coerência emocional que atravessa sua discografia. O problema surge quando parte do público passa a consumir apenas a estética, ignorando a vulnerabilidade que existe por trás dela. O personagem existe, sim, mas ele é construído sobre sentimentos reais, o que mantém sua obra autêntica mesmo dentro de um conceito bem definido.

Repórter\ Ian Malta

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