
No cenário da música atual, a imagem se tornou um elemento quase inseparável da carreira artística. Redes sociais, videoclipes e performances públicas moldam a forma como o público consome música, muitas vezes antes mesmo de ouvir o som em si.
Cantores como Anitta e Harry Styles mostram como identidade visual, narrativa pessoal e presença midiática ajudam a impulsionar alcance global.
Em contrapartida, artistas tecnicamente talentosos, mas com menor apelo visual ou menos disposição para o jogo da exposição, acabam ficando à margem do grande público.
A imagem abre portas, mas não se sustenta sozinha
Na minha opinião, a imagem define o alcance inicial do sucesso, mas não garante permanência. Ela funciona como vitrine, não como base. Um artista pode até estourar pelo visual, pelo personagem ou pela estética bem trabalhada, mas sem consistência musical, o interesse se dissipa rápido.
O problema é quando a indústria passa a tratar imagem como prioridade absoluta, invertendo valores e empurrando a música para segundo plano. O sucesso real, aquele que atravessa o tempo, ainda depende da obra mesmo que hoje isso leve mais tempo para ser reconhecido.
Repórter\ Ian Malta





