
O streaming revolucionou o acesso à música, tornando catálogos gigantescos disponíveis em poucos cliques. Plataformas priorizam playlists, lançamentos constantes e números de reprodução, o que muda a forma como artistas produzem e como o público consome.
Álbuns deixaram de ser eventos centrais, dando lugar a singles pensados para engajamento rápido. Artistas como Taylor Swift já criticaram esse modelo, apontando como ele afeta a percepção de valor da obra musical.
Mais acesso, menos profundidade
Eu acredito que o streaming desvalorizou a música no sentido simbólico. Nunca se ouviu tanto, mas raramente se escuta com atenção. A facilidade excessiva transforma músicas em conteúdo descartável, pulado em segundos se não causar impacto imediato.
O valor artístico não desapareceu, mas foi diluído pela lógica do consumo rápido. O desafio hoje não é lançar boa música, e sim fazer com que ela seja sentida, absorvida e lembrada em meio a um fluxo interminável de lançamentos
Repórter\ Ian Malta





