
A resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela só veio sete horas depois da operação que prendeu Nicolás Maduro.
Lula disse que a ação ultrapassou uma linha inaceitável e falou em um “precedente extremamente perigoso” para a comunidade internacional.
A reação crítica de Lula ocorre justamente em um momento em que sua relação com o presidente americano parecia estar melhorando, depois de um tarifaço, sanções a ministros do STF e declarações críticas ao Brasil.
O ex-diplomata dos EUA Ricardo Zuniga diz que acha improvável que os EUA apliquem qualquer tipo de sanção ao Brasil no ano eleitoral e que a reação de Lula ao ataque à Venezuela era esperada.
Mas faz um alerta: o governo brasileiro deve atuar com calma e reconhecer que a situação com os EUA mudou.
Ao longo de três décadas, Zuniga atuou como diplomata dos EUA e ocupou cargos de chefia em embaixadas nas Américas e na Europa, incluindo um período de cinco anos como cônsul-geral dos EUA em São Paulo. Ele foi ex-secretário assistente adjunto principal no Departamento de Estado para o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental na gestão de Joe Biden e foi conselheiro para Américas de Barack Obama de 2012 a 2015.





