
O crescimento das plataformas de streaming transformou profundamente a forma como o público consome filmes. A praticidade de assistir em casa, com amplo catálogo e acesso imediato, mudou hábitos e reduziu a frequência de muitas pessoas às salas de cinema.
Ao mesmo tempo, grandes lançamentos passaram a ter janelas menores ou até estreias exclusivas no streaming, enfraquecendo o papel tradicional das salas como principal espaço de exibição. Apesar disso, o cinema como experiência coletiva ainda oferece elementos que não podem ser replicados em casa, como a imersão sonora, a tela de grandes proporções e o impacto emocional compartilhado com o público.
Mesmo assim, a diminuição de salas independentes e a concentração de exibições em grandes redes indicam que o modelo tradicional enfrenta desafios cada vez maiores diante da expansão digital.
A praticidade não substitui a experiência
Na minha opinião, o streaming não mata o cinema, mas muda sua função. Acredito que assistir em casa é conveniente, porém não substitui a experiência sensorial e coletiva da sala escura. Para mim, o cinema precisa se reinventar, mas enquanto existir público em busca de imersão, ele continuará relevante.
O cinema de antes era algo totalmente inovador e por isso foi bom, caso tenha uma reinvenção, terá a oportunidade de fazer aquela experiência única antiga se tornar única novamente.
Repórter\ Ian Malta





