
A indústria cinematográfica atual é fortemente dominada por grandes produções comerciais, marcadas por altos orçamentos, franquias consolidadas e foco em retorno financeiro. Blockbusters ocupam a maior parte das salas, do marketing e da atenção do público, deixando pouco espaço para filmes autorais, que geralmente possuem propostas mais arriscadas, narrativas menos convencionais e menor apelo comercial imediato.
Diretores independentes enfrentam dificuldades para financiamento, distribuição e exibição, enquanto produções autorais acabam restritas a festivais ou plataformas específicas. Esse cenário cria um desequilíbrio no mercado, onde a diversidade criativa perde espaço para fórmulas repetidas que garantem bilheteria, mas limitam a inovação artística.
A criatividade está ficando em segundo plano
O cinema comercial sufoca o autoral ao ocupar quase todo o espaço disponível, na minha opinião. Acredito que não há problema em grandes produções, mas quando elas se tornam a única prioridade, a criatividade é sacrificada.
Para mim, um cinema saudável precisa equilibrar entretenimento e autoralidade, permitindo que diferentes vozes tenham visibilidade. O cinema autoral acaba morrendo justamente por fatores monetários tendo mais visibilidade do que a obra em questão.
Repórter\ Ian Malta





