Onda de ataques de Israel ao Líbano; 254 morreram e mais de 800 ficaram feridos

 Foto: Adnan Abidi/Reuters

Os ataques israelenses contra o Líbano nesta quarta-feira (8) deixaram 254 mortos e mais de 830 feridos, segundo balanço das autoridades do país

Descritos pelo Exército de Israel como “a maior onda de bombardeios” da guerra contra o grupo extremista libanês Hezbollah, eles ocorreram na capital, Beirute, e em outros locais, principalmente no sul do Líbano 

Segundo comunicado das Forças de Defesa israelenses, mais de 100 centros de comando e instalações militares terroristas foram alvo e um comandante importante do grupo foi morto.

“Este é o maior ataque realizado contra a infraestrutura do Hezbollah desde o início da Operação ‘Leão Rugindo’. A maior parte da infraestrutura atingida estava localizada no coração de áreas civis, como parte do que Israel descreve como o uso de civis libaneses como escudos humanos pelo Hezbollah (…) Continuaremos atingindo a organização terrorista e utilizaremos todas as oportunidades operacionais”, afirma a mensagem.

Horas antes dos bombardeios, o primeiro-ministro de IsraelBenjamin Netanyahu, havia negado que o Líbano fizesse parte do acordo de cessar-fogo feito entre o Irã e os Estados Unidos, que prevê uma trégua de duas semanas.

A inclusão do país havia sido relatada pelo Paquistão, que mediou as negociações. No entanto, segundo o presidente dos EUA, a questão nunca fez parte do acordo.

Israel apoia a decisão do presidente Trump de suspender os ataques contra o Irã por duas semanas, desde que o Irã abra imediatamente os estreitos e interrompa todos os ataques contra os EUA, Israel e países da região. (…) O cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano“, afirmou o gabinete de Netanyahu em comunicado.

Devido aos ataques de Israel ao Líbano, o Irã voltou a fechar Estreito de Ormuz e ameaçou romper cessar-fogo.

Segundo informações da mídia estatal iraniana, a Guarda Revolucionária prometeu “punir” Israel pelos “ataques ao Hezbollah que violaram a trégua”, e já estão “identificando alvos para responder aos ataques desta quarta”.

A ONU condenou “veementemente” os bombardeios e pediu que todas partes “recorram aos canais diplomáticos e cessem as hostilidades”, anunciou um porta-voz.

Em um comunicado, o Hezbollah afirmou que tem o “direito” de responder a Israel:

“Afirmamos que o sangue dos mártires e dos feridos não será derramado em vão e que os massacres de hoje, como todos os atos de agressão e crimes hediondos, confirmam nosso direito natural e legal de resistir à ocupação e responder à sua agressão”.

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