
O conflito no Oriente Médio também tem impactado o turismo na região.
Segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, o setor perde cerca de US$ 600 milhões por dia — o equivalente a aproximadamente R$ 3 bilhões — com a queda nos gastos de visitantes.
Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o cenário já reflete os efeitos da crise. Do alto de um dos principais observatórios da cidade, é possível ver áreas comerciais com movimento reduzido. Em shoppings e mercados, corredores antes cheios agora aparecem quase vazios.
Uma loja especializada em atender brasileiros, administrada por iranianos que falam português, também sente a queda no fluxo. Antes do conflito, o espaço recebia cerca de 30 brasileiros por dia. Agora, os clientes são raros. Os donos dizem estar preocupados com as despesas e torcem pelo fim das tensões.

Em meio ao cenário de insegurança, o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos passou a divulgar, diariamente, balanços sobre mísseis e drones vindos do Irã que são interceptados no país.
Por que aeroportos nos EUA enfrentam caos — e o que decisão de Trump de enviar ICE tem a ver com isso. As comemorações foram restritas a ambientes fechados.
Para tentar amenizar os impactos, empresas do setor têm apostado em promoções. Lojas, hotéis e restaurantes oferecem descontos, principalmente voltados ao público local. Em um prédio da cidade, uma piscina no 50º andar chegou a distribuir 10 mil ingressos gratuitos.
Mesmo diante das incertezas, moradores tentam manter a rotina em meio ao momento delicado.





