Chega a 555 mortos nos ataques de EUA e Israel, diz mídia iraniana

oto: Amir Kholousi/AP

O ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, neste sábado (28), deixou 555 mortos e, ao menos, 747 feridos, segundo informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos.

A sociedade acrescentou que 131 cidades já foram atacadas durante a guerra.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi morto nos ataques. A informação foi confirmada horas depois pelo regime iraniano.

Durante o dia, explosões foram registradas na capital Teerã em dezenas de outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein.

O governo americano afirmou ainda que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”.

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, informou a agência estatal iraniana Tasnim.

Esta é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação bombardeou estruturas nucleares iranianas.

Nas últimas semanas, Trump vinha pressionando o Irã a abandonar seu programa nuclear. Negociações estavam em curso, e mesmo assim os ataques foram lançados. Os americanos acusam o Irã de tentar fabricar uma bomba atômica.

Trump diz que objetivo é destruir programa nuclear do Irã

Ao falar do ataque, Trump anunciou que o objetivo é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças.

“Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos”, disse Trump em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Trump incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás e instou militares a se renderem ou irão “enfrentar a morte certa”.

O primeiro-ministro israelense afirmou que a operação é para “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã”.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país é alvo de uma “agressão militar criminosa” que coloca em risco a paz mundial e pediu providências da ONU.

“Neste momento, o povo do Irã orgulha-se de ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra. Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo. Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza”, diz a nota.

Cerco no Oriente Médio

Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região.

Ao todo, os EUA controlam ao menos 10 bases em países vizinhos ao Irã e mantêm tropas em outras nove. Há ainda relatos do envio de aeronaves para a Europa e Israel.

Enquanto isso, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Imagens de satélite mostram também que o país tem fortificado e camuflado suas instalações nucleares.

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