
Durante anos, Phil Foden foi visto como a joia lapidada por Pep Guardiola. Talentoso, versátil e tecnicamente refinado, ele cresceu dentro de um sistema altamente estruturado, onde o coletivo muitas vezes falava mais alto que o brilho individual. A dúvida sempre foi: Foden é fruto do sistema ou força criativa capaz de liderar por conta própria? Com o passar das temporadas, sua participação deixou de ser complementar para se tornar central.
Gols decisivos, capacidade de atuar em múltiplas posições e influência direta em jogos grandes começaram a colocá-lo como peça-chave do Manchester City não apenas mais uma engrenagem do modelo Guardiola.
Do talento moldado ao protagonismo assumido
Na minha visão, Foden já deu passos claros para sair da sombra e assumir protagonismo, mas ainda vive um estágio de transição. Ele não é mais promessa nem coadjuvante é decisivo. Porém, protagonista absoluto é aquele que carrega a narrativa do time independentemente do contexto.
O próximo passo para Foden é sustentar liderança técnica mesmo em momentos de instabilidade coletiva. Se conseguir manter regularidade e assumir responsabilidade nos jogos maiores, não será apenas o talento de Guardiola será a identidade própria de uma nova fase do City.
Repórter\ Ian Malta





