
Desde muito novo, Endrick deixou de ser apenas uma promessa para virar símbolo. No Palmeiras, cada entrada em campo passou a carregar uma expectativa desproporcional para a idade, e o mesmo aconteceu rapidamente na Seleção Brasileira.
O talento é inegável, o impacto é real, mas o discurso ao redor dele cresceu mais rápido do que o próprio jogador. Endrick ainda está em formação, física e mentalmente, mas já foi colocado no papel de solução para problemas históricos do futebol brasileiro.
Quando a esperança vira peso
Na minha opinião, Endrick chegou cedo demais a esse rótulo de salvador. Em vez de ser visto como um jovem em desenvolvimento, ele passou a ser tratado como resposta imediata. Isso distorce a análise e cria cobranças injustas. Qualquer jogo sem gol vira alerta, qualquer oscilação vira crise. Endrick tem tudo para ser grande, mas precisa de tempo, contexto e proteção.
Transformar um garoto em símbolo antes da hora pode acelerar o desgaste e atrasar justamente aquilo que todos esperam: a maturação do seu futebol.
Repórter\ Ian Malta





