
O Flamengo construiu, nos últimos anos, um dos elencos mais valiosos e midiáticos do futebol sul-americano. A concentração de jogadores decisivos elevou o nível técnico do time e criou uma expectativa constante de protagonismo em todas as competições.
No entanto, essa estratégia também gerou uma dinâmica em que o desempenho coletivo muitas vezes parece condicionado ao brilho individual. Em momentos de ausência ou má fase das principais estrelas, o time demonstra dificuldades para manter regularidade e identidade de jogo, o que expõe certa fragilidade estrutural.
Talento não substitui organização
Eu percebo que o Flamengo depende mais das estrelas do que deveria. O elenco é forte o suficiente para sustentar um modelo coletivo sólido, mas a gestão esportiva frequentemente opta por soluções imediatas, confiando no talento individual para resolver problemas que são táticos e estruturais
Quando o jogo flui, o brilho aparece; quando não, falta um plano claro. O desafio do Flamengo é transformar estrelas em consequência do sistema e não o contrário.
Repórter\ Ian Malta





