
Mac Miller construiu uma trajetória marcada por crescimento artístico e vulnerabilidade pública. Ao longo dos anos, sua música deixou o tom descontraído do início da carreira para explorar temas como ansiedade, dependência, solidão e amadurecimento emocional.
Álbuns como Swimming e Circles foram recebidos como retratos honestos de um artista em processo de autoconhecimento, o que reforçou uma conexão profunda com o público. Após sua morte, essa narrativa passou a ser revisitada com ainda mais intensidade, muitas vezes elevando sua figura a um símbolo trágico da sensibilidade artística contemporânea.
Entre o legado e idealização
Na minha opinião, existe sim uma romantização pós-morte em torno de Mac Miller, mas ela não surge do nada. O problema é quando o sofrimento vira parte do encanto, como se a dor fosse um pré-requisito para a genialidade.
Isso pode distorcer a leitura de sua obra, que sempre foi mais sobre evolução e humanidade do que sobre tragédia. Celebrar Mac Miller faz sentido; transformá-lo apenas em um mito triste, não.
Repórter\ Ian Malta





