
No futebol atual, o trabalho da comissão técnica vai muito além da figura do treinador principal. O auxiliar técnico passou a exercer papel fundamental na preparação das equipes, atuando na análise de desempenho, no estudo dos adversários, na organização de treinos e, muitas vezes, na ponte entre elenco e comando.
Em clubes de alto nível, decisões são cada vez mais compartilhadas, e o auxiliar deixa de ser apenas um coadjuvante. Além do aspecto tático, o treinador auxiliar costuma ter contato mais próximo com os jogadores, ajudando na gestão do vestiário e na correção de detalhes individuais.
Em momentos de pressão, também é comum que seja ele quem ofereça uma visão alternativa, questionando decisões e evitando que o time se torne previsível ao longo da temporada.
A influência é silenciosa, mas decisiva
Na minha visão, o treinador auxiliar é subestimado. Acho que muitos ajustes importantes surgem justamente desse trabalho menos visível. Para mim, quando um time é bem organizado e evolui ao longo do tempo, dificilmente isso acontece apenas por mérito de uma única pessoa no comando.
Um ótimo caso para se apontar seria o trabalho anterior de Carlo Ancelotti com seu auxiliar e filho Davide Ancelotti, nomes que conquistaram a champions league juntos pelo comando técnico.
Repórter\ Ian Malta





