
No futebol brasileiro, o conceito de “jogador raiz” está fortemente ligado à ideia de raça, identificação com o clube e entrega total dentro de campo. Esse perfil costuma ser associado a ídolos históricos que marcaram época não apenas pela técnica, mas pela postura e pela relação direta com a torcida.
Em um cenário cada vez mais profissional e globalizado, esse modelo entra em contraste com o futebol moderno, que prioriza desempenho físico, leitura tática e adaptação a diferentes contextos. Nomes como Zico ( Flamengo ), Rogério Ceni ( São Paulo ), Junior Baiano ( Flamengo ), Dunga ( Internacional ) são frequentemente lembrados como símbolos desse futebol mais “raiz”, marcado por liderança, identificação e forte ligação emocional com o clube, em contraste com o perfil predominante dos jogadores atuais.
Identidade importa, mas o futebol não é o mesmo de antes
Na minha visão, a romantização do jogador raiz já não se sustenta da mesma forma no futebol atual. Acredito que identificação e entrega continuam sendo importantes, mas não podem ser o único critério de valorização. Para mim, o futebol evoluiu, e exigir muito mais que raça tem que considerar técnica, inteligência tática e adaptação junto a entrega total e muita concentração
Repórter\ Ian Malta





