
A introdução do árbitro de vídeo (VAR) no futebol teve como principal objetivo reduzir erros claros de arbitragem e tornar o jogo mais justo. Desde sua implementação nas principais ligas europeias e competições internacionais, a ferramenta passou a interferir diretamente em lances decisivos, como gols, pênaltis, cartões vermelhos e impedimentos. No entanto, apesar do auxílio tecnológico, as polêmicas não diminuíram na mesma proporção esperada. Em diversos campeonatos, decisões semelhantes seguem sendo interpretadas de formas diferentes, gerando reclamações de jogadores, treinadores e torcedores. A falta de transparência em algumas análises, a demora nas revisões e a subjetividade em certos lances acabam colocando o VAR no centro das discussões semana após semana, levantando dúvidas sobre sua real eficácia na padronização das decisões.
O problema não é a tecnologia, mas quem a utiliza
Na minha visão, o VAR é uma ferramenta necessária, mas mal aplicada. Acredito que o maior problema esteja na falta de critério e padronização das decisões, e não na tecnologia em si. Para mim, enquanto houver interpretações inconsistentes, o VAR continuará sendo visto mais como um problema do que como uma solução.
Repórter\ Ian Malta





