
O calendário do futebol europeu tornou-se cada vez mais congestionado nos últimos anos. Com campeonatos nacionais, copas, competições continentais e jogos de seleções, clubes e jogadores enfrentam uma sequência intensa de partidas ao longo da temporada. Essa sobrecarga afeta diretamente o rendimento físico e técnico dos atletas, além de aumentar o número de lesões.
Raphinha apontou o Paris Saint-Germain como exemplo mais afetado pela maratona. Segundo ele, o calendário pode prejudicar ainda mais os atletas em 2026, quando a Copa do Mundo será disputada.
“Se o Paris chegar à final desse Mundial, eles já têm a Supercopa antes de começar a temporada. Não param. Muita gente fala que clubes europeus estão com desculpas. Depende do ponto de vista e no meu ponto de vista é muito ruim abrir mão das minhas férias para jogar algo que é obrigado”, afirmou.
Grandes clubes disputam mais de 60 jogos por temporada, muitas vezes com pouco tempo de recuperação entre eles. A ampliação de torneios e a criação de novas competições internacionais reforçam o debate sobre os limites físicos dos jogadores e a sustentabilidade do alto nível de desempenho exigido pelo futebol moderno.
O futebol está cobrando um preço alto dos atletas
Na minha opinião, o calendário atual é excessivo e prejudicial. Acredito que a busca por mais jogos e mais lucro tem superado a preocupação com a saúde dos atletas. Para mim, menos partidas e mais qualidade tornariam o futebol mais competitivo, além de preservar carreiras que hoje são encurtadas pelo desgaste constante.





