Relator do Orçamento confirma corte no Bolsa Família e aumento para Auxílio Gás, seguro-desemprego e abono salarial; veja valores

Foto: Divulgação/MDS

O relator do Orçamento de 2025, senador Angelo Coronel (PSD-BA), confirmou o corte no Bolsa Família, solicitado pelo governo em ofício enviado ao Congresso na semana passada. O valor reduzido é de R$ 7,7 bilhões.

O governo justificou que o corte se deve ao pente-fino no programa, quando fraudes de usuários foram detectadas. Coronel também previu R$ 18 bilhões para a ampliação do Minha Casa, Minha Vida e reservou mais recursos também para o Auxílio Gás, necessários para a viabilidade da atualização do programa social.

O dinheiro destinado ao Minha Casa Minha Vida visa a contemplar as mudanças no programa, para sejam atendidas famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Atualmente, o programa tem três linhas e este grupo não é contemplado pela política pública voltada para construção de moradias.

A mudança no orçamento foi solicitada pelo governo ao longo desta semana. A ampliação do programa ocorre em meio a tentativa do presidente Lula reerguer sua popularidade. O valor sairá do Fundo Social, somando um total de R$ 18,134 bilhões.

Também foi ampliado o valor do abono salarial, seguro-desemprego e despesas previdenciárias, resultado do aumento da salário mínimo, que passou para R$ 1.518 em 2025.

O relatório ainda traz um corte no programa de Escola em Tempo Integral, justificado pelo valor utilizado ser proveniente do Fundeb.

O governo não colocou no Orçamento, neste momento, recursos para o programa educacional Pé-de-Meia. Decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) deu ao Executivo até 120 dias, a contar do mês passado, para enviar ao Congresso a inclusão desse programa no Orçamento. Técnicos do Congresso estimam que, para todo o ano, o programa deveria custar cerca de R$ 10 bilhões.

  • Despesas previdenciárias – R$ 8,3 bilhões
  • Seguro-desemprego – R$ 338,6 milhões
  • Abono salarial – R$ 183,2 milhões
  • Auxílio Gás – R$ 3 bilhões


  • Benefício de Prestação Continuada – R$ 680 milhões

Veja as reduções:

  • Bolsa Família – R$ 7,7 bilhões
  • Apoio à Implantação de Escolas em Tempo Integral – R$ 4,8 bilhões

No total, veja como ficarão as verbas para os seguintes programas:

  • Bolsa Família: R$ 160 bilhões;
  • Auxílio Gás: R$ 3,6 bilhões;
  • Farmácia Popular: R$ 4,2 bilhões;
  • Bolsa Capes: R$ 4,2 bilhões.

A Saúde terá um orçamento total de R$ 233 bilhões, enquanto a educação pública terá R$ 167 bilhões. O PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) terá R$ 60 bilhões.

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