Saiba quem era a bancária violentada e asfixiada por não corresponder a flerte de vizinho

 Foto: Redes Sociais

Aline Cristina Giamogeschi, gerente bancária de 31 anos, foi encontrada morta, vítima de violência e asfixia por um vizinho em Registro, no interior de São Paulo, após não corresponder ao interesse dele. Uma amiga próxima de Aline contou que a vítima “estava em uma fase muito boa da vida”.

O irmão de Aline a encontrou morta e sem roupas após pular o muro de sua casa, no bairro Jardim São Paulo, em Registro, no sábado (22), quando amigos e familiares não conseguiam contato com ela. William, de 22 anos, suspeito do crime, foi preso pela Polícia Civil na terça-feira (25). Há indícios de estupro, mas o laudo ainda não foi divulgado.

A fisioterapeuta Tamara Lourenço, de 34 anos, contou que conheceu Aline em um programa que tem como objetivo proporcionar educação gratuita e de qualidade para crianças, jovens e adultos em regiões de vulnerabilidade socioeconômica.

De acordo com Tamara, elas também chegaram a trabalhar juntas em uma clínica oftalmológica da cidade. A fisioterapeuta ressaltou que Aline era extremamente inteligente e esforçada, então logo começou como estagiária em uma instituição bancária até se tornar gerente da unidade.

“Aline sempre foi extremamente inteligente, educada, simpática e esforçada”, afirmou a amiga. “Ela amava viajar, curtia a vida. Estava em uma fase muito boa da vida”, garantiu a fisioterapeuta.

Conforme relatado no boletim de ocorrência, Aline era querida por todos os amigos e funcionários da agência onde trabalhava. Os familiares não souberam informar aos policiais se a vítima mantinha algum relacionamento amoroso.

Tamara contou que se mudou para Campinas (SP) e conversou com Aline pela última vez na semana passada. Na ocasião, a vítima disse que Tamara precisava ir para Registro (SP) para “fofocar”.

A fisioterapeuta afirmou que Aline nunca falou sobre o vizinho e, portanto, não acredita que a fofoca fosse sobre o suspeito.

Segundo Tamara, as duas usavam a palavra para se referir a novidades, coisas boas.

“Ninguém no mundo merece morrer da forma que ela morreu, mas a Aline ainda mais porque ela era uma pessoa incrível. Todo mundo que conhecia não tinha nada para falar da Aline”, afirmou Tamara. “Vi que o maldito foi preso e espero que apodreça lá”, finalizou ela.

Prisão

Aline Cristina Giamogeschi, de 31 anos, (à esq.) foi morta pelo vizinho William, de 22 (à dir.) — Foto: Redes Sociais e Rinaldo Rori/TV Tribuna

Identificado pela corporação apenas como William, o homem de 22 anos já era considerado o principal suspeito. Ele foi detido na terça-feira (25) no bairro onde morava. A ação da polícia contou com o uso de imagens de câmeras de monitoramento.

“Ele confessa [o crime]. Não há dúvida em relação à autoria. A prisão temporária já está decretada”, disse o delegado Marcelo Freitas, em entrevista 

Ele morava perto e sabia da rotina dela […] [Sabia do] horário que chegava e saía. Tinha uma admiração por ela que não era correspondida, e decidiu praticar esse grave crime”, completou.

O suspeito foi conduzido à Delegacia de Registro por volta das 19h de terça, onde confessou ter violentado e matado Aline por asfixia. Depois, foi encaminhado à Cadeia Pública da cidade e permaneceu à disposição da Justiça.

Corpo encontrado

Conforme registrado no boletim de ocorrência, Aline estava nua, com um vestido enrolado na cintura e uma roupa íntima na perna esquerda. Ainda de acordo com o documento, havia manchas no chão próximas ao corpo da bancária que sugerem que ela tenha sido estuprada.

Apesar de a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ter informado que a vítima estava em cima da própria cama, o BO apontou que Aline estava no chão e que a cama estava desalinhada e afastada da parede. Os policiais não constataram sinais evidentes de luta corporal.

Diante do cenário de morte suspeita e tendo em vista que a vítima não tinha problemas de saúde conhecidos, o local foi preservado para a perícia, que ainda não teve o resultado divulgado pela corporação.

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