
Terra de superlativos, a Islândia é um país onde elogios como “belo”, “imponente” e “maravilhoso” não são suficientes. Território europeu cheio de contrastes naturais, as paisagens daqui mudam a cada quilômetro e nos arrancam um sincero “uau” a cada passo.
Tudo isso é ainda mais potencializado na região Sul do país, onde o calor geotérmico encontra o frio glacial e resulta em cenários, no mínimo, arrebatadores.
Falo de praias de areia preta, cachoeiras espetaculares que lavam a alma, um dos maiores glaciares da Europa – que tem até vulcão que pode entrar em erupção a qualquer momento – e paradinhas estratégicas em restaurantes que, à mesa, traduzem a tradição local.
Depois de sobrevoar um vulcão ativo que entrou em erupção dias depois de minha visita e relaxar nas famosas águas geotérmicas do Blue Lagoon, a capital Reykjavik também foi o ponto de partida para novas aventuras, desta vez pelo Sul da Islândia.

Dotado de maravilhas naturais que enchem nossos olhos, o Sul é facilmente acessado de carro a partir de Reykjavik em cerca de 40 minutos, tempo suficiente para alcançar o começo da região.
Além das paisagens deslumbrantes, a área também é marcada por especialidades culinárias. Vegetais cultivados localmente e peixes e frutos do mar pescados no dia são insumos essenciais da boa mesa daqui.
No meio do caminho topamos ainda com cervejarias artesanais, muitas delas microcervejarias, que nos oferecem os mais variados estilos e sabores. Hoje uma das bebidas mais populares do país, ela chegou a ser proibida até o final da década de 1980 – a Islândia comemora o “Dia da Cerveja” em 1º de março, data do final da proibição.
Há também as emblemáticas colunas de basalto, que, além de intrigantes, são para lá de fotogênicas e ficam no sopé da montanha Reynisfjall.
As colunas também são provenientes de lava endurecida, moldadas a partir da contração de rocha vulcânica que endurece em um pilar à medida que esfria.
A praia de Reynisfjara é adjacente à charmosa vila de Vík, que reúne apenas 900 moradores e está situada entre o mar e o glaciar Mýrdalsjökull, outro ponto extraordinário.
Expedição pelo glaciar
Já pensou em andar literalmente em cima de um glaciar? Ou ainda passear pelo local a bordo de uma moto adaptada para neve? Este é um dos programas oferecidos no glaciar Mýrdalsjökull, situado ao norte da cidadezinha de Vík.
A geleira soma 595 quilômetros quadrados e seu pico fica a cerca de 1.500 metros acima do nível do mar. Em dias de tempo agradável, as paisagens daqui ficam na memória para sempre.
Scooter na neve, trenós puxados por cães e passeios de escalada no gelo são a gama de atividades que podem ser feitas na geleira ao lado de guias e empresas especializadas, assim como o snowmobile.
Trata-se de uma moto adaptada em que percorremos áreas fascinantes e chegamos até as redondezas do Katla, vulcão com uma boca de 10 quilômetros de diâmetro que entra em erupção a cada 40 ou 60 anos – a última grande delas foi registrada há 105 anos.
O recado é claro: ele é um dos vulcões mais poderosos do mundo e, segundo geologistas, uma erupção pode estar próxima, o que significa que todo o gelo à sua volta derrete e forma violentas inundações.
Mas antes de imaginarmos tal cenário, vamos nos concentrar no passeio: ele começa com um briefing e troca de roupas especiais numa base, que inclui macacão e capacete. Em seguida, embarcamos em um verdadeiro ônibus adaptado para a geleira e subimos até o topo da Mýrdalsjökull.
Os cenários e toda a vestimenta faz com que pensemos que estamos em outro planeta!